Sempre que acontece uma tragédia como a de hoje vem alguém perguntando, você o defenderia? A resposta é sempre a mesma, sim. Se exercesse a advocacia o que ainda não é o caso, se me interessasse em atuar em penal, o que definitivamente não é o caso, talvez eu mude, o defenderia sim. Diante das expressões de revolta e respostas indignadas tento explicar que o direito possui sua ética, que defender o criminoso não torna o advogado criminoso, que professores ensinam tanto a vítima como o acusado, que o médico por sua vez tentar salva a vida de ambos e nem por isso a sociedade os condena.
Não compreender e aceitar que todos merecem e precisam de defesa é não perceber Deus e seu amor pelo homem por meio do Filho. Para Jesus ninguém, ninguém, era tão indigno que não merecesse sua presença, suas palavras de compreensão, seu afeto.
Não compreender e aceitar que todos merecem e precisam de defesa é não perceber Deus e seu amor pelo homem por meio do Filho. Para Jesus ninguém, ninguém, era tão indigno que não merecesse sua presença, suas palavras de compreensão, seu afeto.
Não compreender e aceitar que todos merecem e precisam de defesa é não perceber Deus e seu amor pelo homem por meio do Filho. Para Jesus ninguém, ninguém, era tão indigno que não merecesse sua presença, suas palavras de compreensão, seu afeto.
Somos ávidos em julgar, mais ainda em condenar. Diante da dor esquecemos que outro também sente dores. Que sofrimento e humano são palavras que bailam juntas pela eternidade. Porque desejamos que a pessoa que errou não tenha direito a nenhum tipo de redenção? Que tranquem e joguem a chave fora, que seja torturado, linchado, que “arda no fogo do inferno”. Gostamos mesmo é de espiar os nossos erros nos outros e fazer deles nossos bodes expiatórios. Ele tão mal e eu tão bom. Como essa ideia é, para tantas pessoas, reconfortante.
Eu não desejo ser umas dessas pessoas que satisfazem apedrejando os outros. E como é difícil. Simplesmente por ser tão fácil condenar, serei só mais uma num coro quase unanime. Na carta o rapaz falava que alguém, um devoto, orasse em seu túmulo. A geografia me impede de ir ao túmulo, mas essa noite, orarei por sua alma. Pela compaixão do Pai diante dos transtornos psicológicos que o afligiram, para que tantos outros jovens que sofrem males semelhantes sejam diagnosticados a tempo. E também pelas famílias das crianças, que possam fazer da compaixão a força que os levará a novamente, sorrir.